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Estagiária do TJ/SP vítima de feminicídio se formaria em Direito neste ano

quinta-feira, 13 de agosto de 2026 | 07:22 WIB Last Updated 2026-08-13T14:22:16Z
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Via @portalmigalhas | A estudante de Direito e estagiária do TJ/SP Lívia Berthoud, de 23 anos, morta a tiros na manhã de segunda-feira, 10, estava no último semestre da graduação e se preparava para concluir o curso ainda neste ano.

O principal suspeito do feminicídio é o ex-namorado da jovem, Carlos Eduardo Barbosa Vieira Leite, de 25 anos, preso em flagrante após o crime.

Reta final da graduação

Lívia cursava o 10º semestre de Direito na Unitau - Universidade de Taubaté e estava na reta final da formação.

Nas redes sociais, compartilhava registros de sua trajetória acadêmica e da proximidade da formatura. Em uma das publicações, apareceu com um anel de formatura ao lado de amigos e familiares e celebrou o momento: “Início do fim de uma das etapas mais importantes da minha vida”.

Além da faculdade, a jovem já acumulava experiência profissional na área jurídica. Desde abril de 2025, fazia estágio no Ofício das Execuções Criminais de Taubaté, vinculado ao TJ/SP. Antes disso, havia trabalhado durante um ano como estagiária do INSS.

Feminicídio

Lívia foi morta na manhã de segunda-feira, 10, em Pindamonhangaba, no interior de São Paulo. Segundo a SSP/SP, policiais militares foram acionados após uma denúncia de disparo de arma de fogo e encontraram a estudante caída em via pública.

Uma equipe do Samu foi chamada e constatou a morte no local. Familiares e testemunhas apontaram o ex-namorado como possível autor dos disparos.

Com as informações, os policiais localizaram o veículo utilizado pelo suspeito e, depois, foram até o apartamento dele. Carlos Eduardo foi encontrado ferido, aparentemente por um disparo de arma de fogo. No imóvel, os agentes apreenderam um revólver calibre .38.

O local do crime e o apartamento foram periciados. O corpo de Lívia foi encaminhado ao IML, enquanto o veículo usado pelo suspeito também foi apreendido.

Carlos Eduardo permaneceu hospitalizado sob escolta policial e foi autuado em flagrante.

Medida protetiva

À época do crime, Lívia tinha uma medida protetiva de urgência contra o ex-namorado em razão de episódios anteriores de violência, segundo informações divulgadas pelo g1.

O caso foi registrado na Delegacia de Polícia de Pindamonhangaba como feminicídio e localização e apreensão de veículo.

Arte capa: Migalhas
Fonte: https://www.migalhas.com.br/quentes/462287/estagiaria-do-tj-sp-vitima-de-feminicidio-se-formaria-em-direito

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