“As peritas foram, remontaram a árvore, demoraram ali quase 10 minutos pra remontar a árvore. Só pra me acusar”, afirmou Neto durante o depoimento. Segundo ele, na manhã da morte de Gisele, havia terminado o relacionamento e estava tomando banho quando ouviu um barulho forte. Ao sair do banheiro, diz ter encontrado a esposa caída na sala.
O laudo da reprodução simulada contesta essa afirmação e indica que uma árvore de Natal encobria a visão dele.
Além disso, imagens das câmeras corporais dos policiais militares que atenderam à ocorrência registraram a árvore intacta na sala. Um bombeiro que participou do socorro também confirmou a posição do objeto.
Defesa
A defesa do tenente-coronel Geraldo Neto pediu à Justiça que ele responda ao processo em liberdade. Mas o oficial segue preso preventivamente. O Ministério Público é contra a soltura e alerta que, em liberdade, o tenente-coronel pode usar sua influência para comprometer o julgamento.
Neto reagiu ao pedido de liberdade feito por seu advogado juntando as mãos em gesto de oração.
A defesa de Geraldo Neto se manifestou por meio de nota e afirmou que confia na impronúncia, ou seja, que o tenente-coronel não será levado a júri popular.
Caso emblemático
"Eu acho que é um caso de repercussão emblemático e que diga para a sociedade um basta. A mulher não pode mais continuar sendo vítima de machismo e de feminicídio como está ocorrendo no nosso país", encerra o advogado José Miguel Júnior.
Por Fantástico
Fonte: g1