As desavenças entre a corretora e o síndico, segundo o delegado André Barbosa, chefe do Grupo de Investigações de Homicídios (GIH) de Caldas Novas, começaram em novembro de 2024. Naquele ano, conta o policial, Daiane resolveu cuidar dos aluguéis dos seis apartamentos da família, que até então eram administrados por Cléber Rosa.
Emboscada contra Daiane
Em março do ano passado, continua André Barbosa, a relação entre eles se acirrou ainda mais depois que a corretora iniciou com vários processos contra o síndico na justiça. “Em outubro o Cléber Rosa realizou uma assembleia para proibir que a Daiane continuasse morando, e que entrasse no condomínio, mas em dezembro a justiça deu ganho de causa a ela. Dias depois, a corretora acabou sendo vítima de uma emboscada”, descreveu o delegado.
Para a polícia e perícia, não há dúvidas de que o síndico premeditou o crime. Quando preso mais de 40 dias após o desaparecimento de Daiane, ele confessou o assassinato, mas alegou legítima defesa. A tese foi descartada depois que imagens do celular da vítima mostraram que ela foi atacada pelas costas, de surpresa. Ele também usava luvas e capuz. Perícia indica que ele removeu Daiane com vida do prédio em sua caminhonete teria cometido o homicídio, com dois tiros, em local de mata.
Por Aulus Rincon
Fonte: maisgoias.com.br