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Mulher presa por m4t4r animais diz que fez vídeos para excitação s3xu3l, mas que se arrepende de zoos4dism0

sexta-feira, 29 de maio de 2026 | 12:22 WIB Last Updated 2026-05-29T19:22:24Z
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Via @portalg1 | A empresária Daiana Schuinsekel de Almeida, presa na quinta-feira (28) por maus-tratos e tortura a animais, confessou na delegacia que produziu os vídeos, em que esmaga pintinhos, gatos e coelhos com os pés e as mãos, com a finalidade de excitação sexual. Ela foi solta horas depois.

Em seu depoimento na delegacia, a que o g1 teve acesso, Daiana afirma que produziu os vídeos entre os anos de 2020 e 2021, mas se diz arrependida de ter entrado nesse mercado de pornografia envolvendo animais.

Segundo investigações da Polícia Civil de SP, a empresária vendia os vídeos em comunidades de zoosadismo na Europa por 20 a 50 euros, dependendo do conteúdo. Ela foi denunciada por uma ONG de proteção animal da Bulgária, que procurou a Polícia Federal (PF) brasileira.

A PF, por sua vez, repassou a investigação para a Polícia Civil paulista, que iniciou o processo de identificação da mulher, até prendê-la no bairro da Bela Vista, Centro da capital paulista.

Como não houve flagrante, ela foi liberada. A suspeita vai responder em liberdade pelos crimes de maus-tratos e atos obscenos.

Na casa dela, os policiais apreenderam os sapatos usados nos vídeos de tortura como prova dos crimes atribuídos a ela.

Mulher presa por matar animais confessa que fez vídeos com finalidade de excitação sexual, mas que se arrepende de zoosadismo — Foto: Reprodução

Ela forneceu à polícia a senha dos seus aparelhos celulares e computadores, a fim de colaborar com as investigações.

A advogada Camila Almeida Guilherme, que assumiu a defesa de Daiana, informou que iria se inteirar dos fatos e posteriormente emitir uma nota à imprensa.

O g1 apurou que a polícia agora quer descobrir se existe uma rede de zoosadistas em São Paulo e no Brasil que comercialize esse tipo de crime na internet.

O que diz a defesa de Diana

A advogada Camila Almeida Guilherme, que assumiu a defesa de Daiana, informou por meio de nota publicada nas redes sociais que a cliente dela "está colaborando com as investigações da Polícia, dando acesso irrestrito para os investigadores em seus celulares, redes sociais e aparelhos eletrônicos".

"Em todo instante, a senhora Diana foi colaborativa com a autoridade policial e os demais policiais. Além disso, prestou esclarecimentos, esteve e estará à disposição da Justiça", afirmou.

"Importante salientar que os fatos não são recentes e há arrependimento profundo sobre todo o ocorrido, tendo abandonado a prática há anos. Por mais repulsa que a conduta da ivnvestigada possa causar, a defesa vem pedir parcimônia das pessoas que comentam nas redes sociais, injuriando, caluniando, difamando, ameaçando. Tais práticas também são consideradas crime no ordenamento jurídico brasileiro".

A advogada também disse que a acusada "neste momento, a investigada busa auxílio psicológico e epsera andamento do processo judicial, seara que lhe caberá a devida pena" (veja íntegra abaixo).

Nota de defesa de Diana de Almeida, investigada pela Polícia Civil por violência contra animais. — Foto: Reprodução/Redes Sociais

Por Patrícia Marques, Rodrigo Rodrigues, TV Globo e g1 SP — São Paulo
Fonte: g1

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