Segundo a Erika Hilton, usuários compartilharam mensagens no X (antigo Twitter) fazendo referência à violência sexual e necrofilia contra o corpo da jovem, o que ultrapassa os limites da liberdade de expressão. Entre as frases postadas estão: "festa no IML" , "Vou fazer concurso para o IML", e a "terra vai comer antes que muita gente".
Os perfis dos autores das publicações foram reportados à Polícia Federal. O pedido de Erika é que os investigadores apurem o caso e punam os responsáveis se necessário. Ela sustenta que as condutas são criminosas, por incetivar, exaltar e naturalizar a violência sexual.
“É assustador que comentários como ‘tem uma festa no necrotério hoje’ sejam feitos abertamente e as redes sociais não fazem nada a respeito. Isso é misoginia, isso é incitação, e isso é crime. Um crime cometido online. Não podemos permitir que a falta de moderação e responsabilidade das grandes tecnológicas continue normalizando tantos horrores”, disse a parlamentar.
O caso
Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, participava do esporte radical acompanhada por instrutores quando houve uma falha na fixação dos equipamentos de segurança para o salto. Os funcionários não colocaram a corda que deveria segurar a jovem, que foi lançada de uma altura de 40 metros.
Segundo a Polícia Militar, a morte de Maria Eduarda foi constatada no local, por parada cardiorrespiratória. O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) e, posteriormente, liberado para a família. O sepultamento ocorreu no domingo (14), em Jandira, no interior de São Paulo, no cemitério municipal da cidade.
Ao todo, seis pessoas foram ouvidas após o incidente. Três delas estão presas preventivamente, acusadas de homicídio com dolo eventual — quando se assume o risco de provocar a morte. As autoridades apontaram que além da falta de segurança, a equipe operava em um local com histórico de ocorrências graves, inclusive com outras mortes.
Em nota, a Prefeitura de Limeira lamentou o ocorrido e prestou solidariedade aos familiares e amigos da vítima. Também informou que irá processar o governo federal por omissão sobre a Ponte do Esqueleto, já que, segundo a administração, a responsabilidade pela fiscalização, manutenção e controle de acesso à área é exclusivamente da União.
Em resposta, a Secretaria de Patrimônio da União (SPU) afirmou que “nunca autorizou qualquer atividade esportiva ou de outra natureza” na Ponte do Esqueleto e que, desde 2024, vem solicitando apoio das prefeituras da região para restringir o acesso ao local. Disse, ainda, que a ponte chegou a ser bloqueada, mas reaberta por pedido de empresários locais durante sessão na Câmara de Vereadores de Limeira.
Com informações do UOL.
Por Camila Stucaluc
Fonte: sbtnews.sbt.com.br
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