O que aconteceu
Bispo dom Juarez Delorto Secco disse em nota que fala é "fato isolado". O padre Flávio Ferreira, da Paróquia Santa Efigênia, em Córrego Novo (MG), disse que apoiadores de Nikolas não merecem receber eucaristia. A declaração repercutiu nas redes sociais, chegando até o deputado mineiro.
Padre reconheceu que fala "não condiz com orientações pastorais da igreja", diz nota. A Diocese de Caratinga definiu a declaração de Ferreira como um "momento de forte emoção". "A Igreja ensina que a Eucaristia é o sacramento da unidade e não deve ser utilizada como instrumento de divisão ou segregação", afirmou.
Durante a missa, o pároco citou voto contrário de Nikolas em MP do Gás do Povo. "Se você concorda com Nikolas e não quer dar botijão de gás para o pobre, por favor, saia da igreja agora", afirmou o padre. A medida provisória cria o programa que garante o programa de botijão de 13 kg para famílias do CadÚnico —a proposta foi aprovada na Câmara com 415 votos a favor, mas o deputado disse ter sido contra pela mudança na operação do benefício e por considerar o projeto "populista para colocar cabresto em ano eleitoral".
O deputado mineiro compartilhou as imagens e disse que o vídeo é um dos "mais bizarros" que já viu. Segundo Nikolas, o padre condicionou "o maior sacramento" da igreja Católica ao apoio ou não a ele. "O fato de eu ter votado contra isso indigna mais esse padre e essas autoridades do que a esquerda que militar para matar uma criança dentro do ventre", disse o parlamentar em vídeo, nas redes sociais.
"A Diocese assume o compromisso de tomar as devidas providências necessárias para que episódios desta natureza não voltem a ocorrer, preservando a sacralidade da missa. Reiteramos nossa responsabilidade com o diálogo aberto na comunidade para restaurar o clima de fraternidade e respeito mútuo." — Dom Juarez Delorto Secco, bispo diocesano de Caratinga
Críticas sobre caminhada
Na semana passada, um outro vídeo com críticas sobre a caminhada de Nikolas repercutiu nas redes sociais. Nas imagens, um padre do Santuário Nacional de Aparecida chamou de mentira a justificativa de que a caminhada organizada pelo deputado era em defesa pela vida.
Sem citar o parlamentar, o padre Ferdinando Mancílio afirmou que o objetivo era querer o poder. Ele afirmou que o ato foi realizado por "alguém que nunca teve nenhum projeto a favor do povo" e também criticou quem diz ser cristão e a favor das armas. "Se você bate palma para essas atitudes horríveis, antievangelho, anticristã, por favor, não entre na fila da comunhão, porque não posso comungar a vida e estar a favor da morte", disse.
Por Ana Paula Bimbati
Fonte: https://noticias.uol.com.br/politica/ultimas-noticias/2026/02/09/padre-fez-fala-contra-nikolas-pediu-perdao.htm